Tormenta:
Em Tormenta, um canoeiro indígena se equilibra em sua canoa em meio a uma composição inquieta, onde movimento e instabilidade sugerem a força das águas, do vento e do próprio tempo. A embarcação, inspirada em uma canoa do Museu de Arte Indígena, surge como elo entre passado e presente, carregando consigo memórias de deslocamento, sobrevivência e saber ancestral.
A figura central segura uma lança cuja ponta traz o sol — elemento que, ao mesmo tempo, remete energia de luz e à chama de uma vela. Essa pintura tem um jogo simbólico: a vela como chama espiritual, guia de fé, e a vela como instrumento de navegação, que conduz o percurso sobre as águas. Entre crença e direção, o canoeiro segue sua jornada.
Em meio à turbulência da composição, Tormenta sugere que navegar não é apenas deslocar-se no espaço, mas também atravessar forças invisíveis — espirituais, naturais e históricas — que moldam os caminhos.
Sobre o artista: Chico Luis é um artista visual emergente curitibano de 29 anos. Suas artes são cheias de vida com composições dinâmicas e carregadas, utilizando cores marcantes que expressam sentimentos e diferentes sensações do abstrato ao figurativo.
Influenciado por uma estética moderna e pela cultura brasileira, Chico transmite a diversidade e as emoções de suas origens por meio de sua arte e, dessa forma, foi premiado internacionalmente em 2019 e 2023 com Certificados de Mérito Artístico da Pinacoteca de Luxemburgo.
Informações técnicas da obra:
Tamanho: 27cm x 27cm.
Acrílica sobre tela.
Chassi em eucalipto (resistente à umidade, cupins e deterioração).
Finalização com Verniz proteção UV. A arte pode ficar em ambiente de muita iluminação ou com sol direto leve.
OBS: essa obra acompanha um Certificado de Autenticidade.
