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Os Huni Kuin (gente verdadeira) são um grupo indígena habitantes da fronteira entre o Brasil (Acre) e o Peru.
Sua família linguística é a Pâno e no passado foram chamados de Kaxinawá (povo morcego) por outras etnias indígenas do subgrupo nawa da família Pâno. Por considerarem Kaxinawá um nome pejorativo, autodenominam-se Huni Kuin.
Essa etnia sofreu muito com a dispersão de seus integrantes que tentaram se separar para fugirem da escravidão, por isso vivem bem espalhados entre o Brasil e o Peru. Anteriormente, concentravam-se nas margens do rio Envira, na língua deles, Bariya (rio do sol).
Um mito diz que a jibóia Sidika ensinou às mulheres a tecelagem e os grafismos, enquanto a anaconda Yube transmitiu aos homens os saberes do cipó e dos cantos. Os grafismos Kene Kuin (desenhos verdadeiros), são muito importantes e característicos dessa etnia, sendo utilizados em cerâmicas, tecelagem, cestaria e pintura corporal, a última sendo uma atividade exclusivamente feminina, ou seja, apenas as mulheres podem pintar as pessoas da aldeia.
Os desenhos (kene) estão ligados às visões do nixi pae e carregam múltiplos significados. Essas são peças trazidas de uma expedição ao Acre em 2017.
Medidas aproximadas:
Largura: 6 cm.
